sábado, 27 de fevereiro de 2010

Deus

Deus costuma usar a solidão para nos ensinar sobre a convivência. Às vezes, usa a raiva, para que possamos compreender o infinito valor da paz. Outras vezes usa o tédio, quando quer nos mostrar a importância da aventura e do abandono. Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos. Às vezes usa o cansaço, para que possamos compreender o valor do despertar. Outras vezes usa doença, quando quer nos mostrar a importância da saúde. Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar sobre água. Às vezes, usa a terra, para que possamos compreender o valor do ar. Outras vezes usa a morte, quando quer nos mostrar a importância da vida. 

(Fernando Pessoa)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ferias de si mesmo!

Existem épocas que não parecemos nós mesmos. Nossos gostos, preferências e hobbys se tornam cansativos, enfadonhos e nosso dia-a-dia uma luta contra nosso eu interior.
Seja por preocupações como situação financeira, problemas de saúde ou de ordem emocional, muitas vezes parece que tudo aquilo que aprendemos e acreditamos não faz mais parte de nós, ficamos enterrados em uma escuridão sem fé nem esperança, os ombros caídos, a cabeça pesada e o espirito entorpecido. Então só há uma coisa a fazer… tire férias!
Esqueça-se quem você é por alguns dias, faça o que lhe der vontade, desde que isso não prejudique outros. Permita-se faltar a um compromisso, furar a dieta e não atender ao telefone por hoje, se esta for sua vontade.
Não tenha medo e nem permita que isso torne-se um hábito, afinal você tem uma essência e sabe como ela é na realidade. Então não importa se só por esta semana você não quer fazer exercícios, se já o fez por mais de um ano e com certeza continuará fazendo após estas pequenas férias, deixe-se descansar, permita-se errar um pouco.
Com certeza após este tempo você voltará dando o real valor as coisas que gosta, mais motivado e alegre, tirando o proveito total daquilo que você ama. Apenas não esqueça de marcar uma data de retorno, como em qualquer férias, afinal o patrão neste caso, você mesmo, é bem exigente e não queremos desagradá-lo, não é mesmo?

*retirado do site http://sejafeliz.net/?p=129

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Hoje vou viajar...

Oieee,
Viajar é sempre bom e quem me conhece sabe que troco qualquer coisa por um novo destino rs. Estou lendo um livro que fala quase isso, uma mulher que larga tudo e vive viajando, vive amores, trabalha e acima de tudo conhece muito da cultura dos lugares que passou, é o "Comer, rezar e amar", não terminei ainda mas já me identifiquei. Mochila nas costas e lugar novo para conhecer, é parte do que eu preciso pra ser feliz, pois pra mim o que importa não é o destino e sim a viagem em si. Achei o textinho abaixo bem bonitinho e representa minha emoção de hoje :).

Beijos e até a volta!


 
Hoje a manhã está bonita como a face da Esperança…
Abro a minha porta, e saio para a rua…
Hoje, vou de viagem, pelo Céu e pelo Mundo…
Vou por estradas e caminhos,
colinas, colunas, jardins,
rosas e espumas…
Vou escalar montanhas,
subir as escadas do Ser…
Até já, meu Amor, sem pressa!...
Por aqui há pessoas importantes,
mas eu, vou viajar...
É bom… e dá prestígio!
Sei que ficarás à espera da notícia breve
que em todos nós amadurece:
A Coragem desenha-se na face
de todas as crianças - e Cresce!
Lá fora está um dia lindo,
viajar é bom,
e fica na nossa biografia...
*Retirado do site http://cidaliasantos.blogs.sapo.pt/38029.html

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quando me amei de verdade...

Oi Pessoas,

Texto bom esse, até enviei para algumas pessoas no ano novo. Não tenho muito o que comentar nele, ele fala por si só.

Beijos,



Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... AUTO-ESTIMA.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...AUTENTICIDADE.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... AMADURECIMENTO.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... RESPEITO.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... AMOR PRÓPRIO.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... SIMPLICIDADE.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... HUMILDADE.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... PLENITUDE.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... SABER VIVER!!!

Charles Chaplin

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Escolhas de uma vida


A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto. Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

Pedro Bial