terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

De inveja eu não morro, mas mato um bocado!

Vale dizer, que desde que o mundo foi criado (segundo as escrituras bíblicas) sempre houve episódios que relatam planos perversos e até assassinatos de irmãos, movidos pela inveja.
Ninguém passa impune aos olhos de um sujeito “zóio gordo”.
Portanto, é preciso se preservar e tomar muito cuidado com a qualidade de suas relações. Na realidade, não temos como evitar que um indivíduo nos inveje, mas é possível nos preservarmos estabelecendo limites. Quando o invejoso é nosso amigo o que fazemos? Geralmente acabamos dizendo isso a ele, meio que na brincadeira, ou seja, lembramos o cara de que ele também é capaz de conquistar algo, ao invés de ficar somente invejando. Mas quando a pessoa não é amiga... Hum... Ai a situação é mais complicada. Neste caso precisamos agir com modéstia e diplomacia, agradecendo os elogios (invejosos não elogiam, reparam) evitando prolongar o assunto ou fornecer informações adicionais. Quem inveja sente raiva e quem é invejado fica triste. Bom mesmo é ter prudência nas palavras e atitudes para conviver em harmonia. Como disse Sêneca: “Evitamos a inveja se guardarmos as alegrias para nós próprios.”

*Retirado do site http://deboramartins.blogspot.com/search?q=inveja

domingo, 31 de janeiro de 2010

A Felicidade Realista - Martha Medeiros

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda  mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos,sarados, irresistíveis. 

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.

Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par e não como pares? Ter um parceiro constante, não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo a expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como  um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. 

A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.