domingo, 5 de dezembro de 2010

Onde esta a felicidade?


O que é a felicidade?
É a espera de um grande amor?
É a espectativa de um ótimo dia?
É a esperança de uma vida melhor?
É acordar e ver que não está chovendo?
Ver que o dia frio já passou?

Acredito que não.

A felicidade é o momento onde nos encontramos, a companhia de um amigo, o seu colega de trabalho ao seu lado, um céu estrelado, um dia com um sol brilhante ou até mesmo a chuva batendo na janela e um vento frio percorrendo sua pele.

A felicidade é o seu dia de trabalho, o levantar cedo da cama, ou poder dormir até tarde. Mas você pode achar tudo isso muito enfadonho. Mas mesmo assim quer encontrar a felicidade, mas só vamos encontrar a felicidade quando percebemos que ela se encontra dentro de nós.

A felicidade não está em algo, aí do lado, perceba que quando você se sente feliz... de onde que brota a felicidade? A felicidade é um sentimento, algo que você sente, então... ELA BROTA DE DENTRO DE VOCÊ.

Perceba, faça um teste com você mesmo, abra um sorriso em seu rosto, não um sorriso falso, mas um sorriso simples e você perceberá uma pequena mudança dentro de você, uma sensação melhor... e de onde ela veio? De dentro de você. Faça o contrário também, franza suas sombrancelhas e feche a cara como se estivesse bravo com algo, você perceberá que cresce dentro de você um outro tipo de sentimento, algo mais escuro, mais fechado, mais triste.

Agora é com você, quer ser feliz, procure a felicidade dentro de você, contagie as pessoas ao seu redor, com um sorriso, um bom dia, um aperto de mão caloroso ou até mesmo um inesperado Oi com um sorriso aberto.

Podemos ter problemas que querem ir contra a nossa felicidade, mas o melhor remédio de todos é o tempo... então deixe o tempo agir nos problemas e atue na sua felicidade, não deixe sentimentos ruins crescerem dentro de você.

Seu coração é a terra, várias sementes são plantadas, mas você escolhe o que podar.


*Esqueci a fonte

domingo, 28 de novembro de 2010

Amor no terceiro Milênio

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista  individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
 
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossas felicidades, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
 
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
 
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso - o que é muito diferente.
 
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
 
Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa alguma. É apenas um companheiro de viagem.
 
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria, ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
 
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
 
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.    
 
Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.  
 
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se toma menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
 
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...    
 
"A pior solidão é aquela que se sente quando acompanhado"

*Não lembro a fonte rs

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Escolhas

Para valer a pena, tem de dar trabalho, tem de ser difícil, tem de demandar esforço?
Até admito que exista certa verdade nesta teoria, especialmente se considerarmos que sonhos e objetivos requerem esforços específicos, muitas vezes. Porém, há uma enorme diferença entre ‘dedicar-se com afinco’ e ‘ficar dando murro em ponta de faca’, ainda mais quando furar as mãos está a serviço de lustrar o ego.
Apostar em situações onde quase tudo está se mostrando desfavorável e contrário aos nossos esforços pode até ser uma escolha admirável quando a gente sente que realmente vale a pena arriscar e persistir, mas até neste caso é preciso que haja um limite. 
Se estamos sempre perdendo o interesse quando a conquista está fácil e se excitando quando está difícil, é hora de refletirmos sobre o que é que estamos querendo provar para nós mesmos ou para os outros: que somos capazes de atingir nossos objetivos custe o que custar? 
Porque se for isso, estamos seguramente nos deixando dominar por um ego infantil e tolo. Enganados sobre o que seja determinação. E aí... se conseguimos, em geral terminamos descobrindo que não é bem isso o que desejávamos! O ‘prêmio’ perde a graça e a dinâmica recomeça... 
Feito crianças mimadas, descartamos o que temos e corremos atrás do que não temos, presos a uma rotatória que não nos leva a lugar algum. Por fim, perdemos a chance de alcançar objetivos e realizar sonhos que realmente nos preencheriam e desperdiçamos tempo demais com o que não passa de um capricho. 
...chegará o momento em que você já não saberá o que realmente quer. Tudo vira guerra, competição, disputa... Contra quem?!? Contra si mesmo, contra sua teimosia e seus enganos. E assim, não importa o que você ganhe, pois terminará sempre com a sensação de que falta algo...

sábado, 10 de julho de 2010

A linguiça

   A LINGUIÇA
 
Por Arnaldo Jabor

 

À medida que envelheço e convivo com outras pessoas, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30.

Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar.
 
Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, pirraçando...

Vai fazer alguma coisa que queira fazer... E geralmente é alguma coisa bem mais interessante.

Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que e quem quer.

  
Elas definitivamente não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.
 

Você nunca precisa confessar seus pecados... Elas sempre sabem...
 
Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Por que será, hein??
 
Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!
 
Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça...
 
Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos!
 
Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada, sexy e resolvida, há um homem com mais de 30, careca, pançudo em bermudões amarelos, bancando o bobo para uma garota de 19 anos...
 
Senhoras, eu peço desculpas por eles: não sabem o que fazem!
 
 
Para todos os homens que dizem: 'Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?', aqui está a novidade para vocês:
 
Hoje em dia,  80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê? Porque ' as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!'
 
 
Nada mais justo

quinta-feira, 24 de junho de 2010

São melhores as mulheres de 30...


A Mulher de 30 Anos

Por: Honoré de Balzac

"Tome a mesma moça aos 20 e aos 30 anos. No segundo momento ela será umas sete ou oito vezes mais interessante, sedutora e irresistível do que no primeiro."

Ela perde o frescor juvenil, é verdade. Mas também o ar inseguro de quem ainda não sabe direito o que quer da vida, de si mesma e de um homem. Não sustenta mais aquele ar ingênuo, uma característica sexy da mulher de 20. Só que isso é compensado por outros atributos encantadores que reveste a mulher de 30.

Como se conhece melhor, ela é muito mais autêntica, centrada, certeira no trato consigo mesma e com seu homem. Aos 30, a mulher tem uma relação mais saudável com o próprio corpo e orgulho da sua vagina, das suas carnes sinuosas, do seu cheiro cítrico. Não briga mais com nada disso. Na verdade, ela quer brigar o menos possível. Está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorando o que for feio e baixo - astral. Quer é ser feliz. Se o seu homem não gosta dela do jeito que é, que vá procurar outra. Ela só quer quem a mereça.

Aos 30 anos, a mulher sabe se vestir. Domina a arte de valorizar os pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar. Sabe escolher sapatos e acessórios, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo. Gasta mais porque tem mais dinheiro. Mas, sobretudo, gasta melhor. E tem gestos mais delicados e elegantes.


Aos 30, ela carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar. E finge indiferença com muito mais competência quando interessa repelir. Ela não é mais bobinha. Não que fique menos inconstante. Mulher que é mulher,se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa nem acordaria dois dias seguidos com o mesmo humor. Mas, aos 30 ela,já sabe lidar melhor com esse aspecto peculiar da sua condição feminina. E poupa (exceto quando não quer) o seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 a atingiam e quem mais estivesse por perto, irremediavelmente.


Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 30, tem pintas, encantadoras trilhas de pintas, que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos escolhidos.


Sim, aos 20 a mulher é escolhida. Aos 30, é ela quem escolhe. E não veste mais calcinhas que não lhe favorecem. Só usa lingeries com altíssimo poder de fogo. Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exata.


A mulher de 30, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome. Aos 30, ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Até seus dentes parecem mais claros; seus lábios, mais reluzentes; sua saliva, mais potável. E o brilho da pele não é a oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade.


Aos 20 ela rói as unhas. Aos 30, constrói para si mãos plásticas e perfeitas. Ainda desenvolve um toque ao mesmo tempo firme e suave. Ocorre algo parecido com os pés, que atingem uma exatidão estética insuperável. Acontece alguma coisa também com os cílios, o desenho das sobrancelhas, o jeito de olhar. Fica tudo mais glamouroso, mais sexualmente arguto.


Aos 30, quando ousa, no que quer que seja, a mulher costuma acertar em cheio. No jogo com os homens já aprendeu a atuar no contra - ataque. Quando dá o bote é para liquidar a fatura. Ela sabe dominar seu parceiro sem que ele se sinta dominado. Mostra a sua força na hora certa e de forma sutil.

Não para exibir poder, mas para resolver tudo ao seu favor antes de chegar ao ponto de precisar exibi-lo. Consegue o que pretende sem confrontos inúteis. Sabiamente, goza das prerrogativas da condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes do fato de ser mulher.


* Retirado do site http://www.portaldoamor.com.br/sobre-o-amor/textos-de-amor/artigos/a-mulher-de-30-anos.html

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tentando um novo amor

Para curar uma dor de amor, digam o que quiserem, só conheço um remédio: um amor novinho em folha. Enquanto nosso coração não encontrar outro pretendente, ficaremos cultivando o velho amor, alimentando-o diariamente, sofrendo por ele e, no fundo, bem no fundinho, felizes por ter para quem dedicar nossos ais e nossa insônia. A gente só enterra mesmo o defunto quando outra pessoa surge para ocupar o posto.
Se isso lhe parece uma teoria simplista, toque aqui. É simplista sim. Isso de enterrar o defunto do dia pra noite só funciona quando o defunto era apenas uma paixonite, um entusiasmo, fogo de palha. Porém, se era algo realmente profundo, um sentimento maduro, aí o efeito do novo amor pode revelar-se um belo tiro pela culatra. Ele acabará servindo apenas para dar a você a total certeza de que aquele amor anterior era realmente um bem durável. E a dor voltará redobrada.
Um beijo que deveria inaugurar uma nova fase em sua vida pode trazer à tona lembranças fortes do passado, e nem é preciso comparar os beijos, apenas as sensações provocadas. Quem já vivenciou isso sabe o constrangimento que é beijar alguém e morrer de saudades do antecessor.
Um novo amor pode transformar o que era opaco em transparência: você não sabia exatamente o que sentia pelo ex, se era amor ou não, então surge outra pessoa e você descobre que sim, era amor, caso contrário não sentiria esse abandono, essa perturbação, essa forte impressão de que está fazendo uma tentativa inútil, de que não conseguirá ir adiante.
Mas o que fazer? Encarar uma vida monástica, celibatária? Nada disso. Viva as tentativas inúteis! Uma, duas, três, até que alguma delas consiga superar de vez a inquietação do passado, que venha realmente inaugurar uma nova fase em sua agenda amorosa, que deixe você tranqüilo em relação ao que viveu e ao que deve viver daqui pra frente.

No entanto, quanto mais escrevo, mais me dou conta de que não há fórmula que dê garantia para nossas atitudes, de que não há pessoa neste mundo que não possa nos surpreender, de que tudo o que vivemos são tentativas, e que inútil, inútil mesmo, nenhuma é.

sábado, 12 de junho de 2010

Em Homenagem ao dia dos namorados :)


 Love Is In The Air

Love is in the air, everywhere I look around
Love is in the air, every sight and every sound
And I don't know if I’m being foolish, don't know if I’m beingwise
But is something that I must believe in
And it's there when I look in your eyes


Love is in the air, in the whisper of the trees
Love is in the air, in the thunder of the sea
And I don't know if I’m just dreaming, don't know if I feelsane
But it's something that I must believe in
And it's there when you call out my name


Love is in the air, love is in the air, oh oh
Love is in the air, in the rising of the sun
Love is in the air, when the day is nearly done
And I don't know if you are illusion, don't know if see it true
But you're something that I must believe in
And you're there when I reach out for you


Love is in the air, everywhere I look around
Love is in the air, every sight and every sound
And I don't know if I’m being foolish, don't know if I’m beingwise
But it's something that I must believe in
And it's there when I look in your eyes


Love is in the air, love is in the air, oh oh
Love is in the air, love is in the air, oh oh
Love is in the air, love is in the air, oh oh
Love is in the air, love is in the air, oh oh

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Viver...

A felicidade é o seu limite, e o paraíso é você mesmo quem faz.

O importante não é ser importante, mas sim dar importância para aqueles que se importam com você.


A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las. Eu não sou o que era: devo ser o que me tornei. É preciso viver, não apenas existir. No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude.


Viver é a coisa mais rara desse mundo. A maioria das pessoas apenas existe. 

Oscar Wilde

sábado, 5 de junho de 2010

Tudo tem seu tempo


De uma coisa podemos ter certeza:

De nada adianta querer apressar as coisas; tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo previsto, mas a natureza humana não é muito paciente.

Temos pressa em tudo, aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.

Mas alguém poderia dizer: mas qual é esse tempo certo?

Bom, basta observar os sinais...

Quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo.

Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido (como esse), uma observação qualquer; mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa!!!

Basta você acreditar que nada acontece por acaso!!!

Tente observar melhor o que está a sua volta.

Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda.

Lembre-se que:

O universo sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro e uma vontade de crescer...

*Retirado do site http://ruben.zevallos.com.br/2006/10/20/Pagina1639.htm

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe!!

Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe!!

Este texto é da Oprah Winfrey, apresentadora conceituadíssima dos Estados
Unidos. Não preciso fazer considerações a respeito do texto, porque eu
assino em baixo.


Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe;
Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.
Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu
comportamento.
Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você
encontre um que realmente te faz feliz.
Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você
merecia,”foda- se, mande pro inferno, esquece!”, vocês não podem “ser
amigos”. Um amigo não destrataria outro amigo.
Não conserte.
Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está
mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que “ele vai melhorar”.
Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas
ainda não estiverem melhores.
A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres
diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então,
porque ele te trataria diferente?
Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.
Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar,faça um
escândalo.
Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.
Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.
Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você… mesmo se ele
tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.
Não o torne um semi-deus.
Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
Nunca deixe um homem definir quem você é.
Nunca pegue o homem de alguém emprestado.
Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.
Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate. Todos
os homens NÃO são cachorros.
Você não deve ser a única a fazer tudo…compromisso é uma via de mão dupla.
Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Não há nada
precioso quanto viajar. Veja as suas questões antes de um novo
relacionamento.
Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar.
Uma relação consiste de dois indivíduos completos,procure alguém que irá
te complementar… não suplementar.
Namorar é bacana. mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.
Faça-o sentir falta de você algumas vezes… quando um homem sempre sabe que
você está lá, e que você está sempre disponível para ele, ele se acha…
Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (ou co-assine
qualquer documento) de um homem.
Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo oque você
precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros…
Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam).
Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras
mulheres se prepararem.
O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que
são abusivas e lesivas:

Dr. Phill

Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e
se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa.
Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o
único.
Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções.
Faça a escolha certa.

*Enviado por e-mail por Tarsila Adileu.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Saber Voar

Saber Voar

Chimarruts

Composição: Sander Fróis / Nê
Falar...(falar...)
Que bom quando é pra ti
Sonhar...(sonhar...)
Faz a vida mais feliz

E as estrelas que não posso tocar
Estão tão perto
Estão no teu olhar

Cantar...(cantar...)
Que bom quando é pra ti
Ver teu sorriso
Também me faz sorrir

Oh estrela não deixe de brilhar
Mesmo que tão longe
Sei que ela está lá

Mesmo que eu não te veja
Posso sentir quando pensa em mim
É como não ver o sol
Mas ter certeza que está la

Transformando a noite em dia
Tristezas em alegrias
E aquilo que era vazio
Foi embora pra não voltar mais

Queria saber voar
Pra lá do alto poder ver você
Te ver sorrir te ver sonhar
Coisas lindas quero te dizer

Se um anjo encontrar
Eu vou pedir pra ele te proteger
Oh estrela que me faz enxergar
Que a vida é linda de viver

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mentiras e Verdades

A partir daí, quando eu via um anão passando na rua, eu pensava: a Mentira tem pernas curtas, será que ali vai a Mentira? E ainda hoje, quando ocorre de esbarrar com algum pequenino, eu me repreendo para não relacionar uma à outra coisa.

- Puxa, mas urge repensar o que é

dito às crianças, afinal de contas. Quanta Mentira lhes contamos para justificar nossa ignorância?

Disseram-me que ninguém morria antes dos noventa anos, quando a pessoa já estaria tão cansada, mas tão cansada que ficaria feliz em descansar, ou seja, em morrer. Não conheço ninguém que tendo chegado aos noventa esteja cansado de viver. Outra cabeluda que me contaram foi que o amor existe e que é sublimado por forças etéreas, mágicas, tênues e francas.


Essa semana mesmo – e somente agora – fiquei ciente de que não é nada disso: o Amor é apenas uma disfunção hormonal.


- Claro! – disse-me a Verdade. - Crianças não se apaixonam loucamente, nem os idosos. Aquelas paixões arrebatadoras as temos na adolescência quando os hormônios estão pandemoniados, ou na menopausa.


Dessa maneira fiquei sabendo, inclusive, que deveria procurar um médico, pois aos 45 anos estava ainda apaixonada loucamente, como na adolescência.


- Deve ser a menopausa – Sentenciou a Verdade.


Mas cá entre nós, a Verdade sabe muito pouco sobre o Amor. A Loucura sabe mais, muito mais.


Foi a ela que perguntei:


- O meu amor não amará mais ninguém? Ele já é velho demais para amar? Por isso ele não me ama? Por isso mente para mim?


A desvairada respondeu:


- A Verdade dói. Se o seu amor mente é porque ama; se ama não é velho.


Fiquei com essa Loucura por algum Tempo, mas logo a Verdade me arrebatou novamente e marcou consulta para acalmar-me os hormônios. Já dizia Bertold Brecht que “a Verdade pensa com tua cabeça”.


- Não com a minha!!! – Gritaria a Loucura.


- Nem com a minha!!! – Também a Mentira.


Então, com a cabeça de quem pensa a Verdade? Cá com meus botões eu tenho pra mim que a Verdade só poderia pensar com a cabeça da Sabedoria - que por sua vez ama o Conhecimento, como eu amo o meu amor.


Tenho pensado em quanto de Sabedoria cabe em cada pessoa. Naquele homem ali passando justamente agora, quanto de Sabedoria cabe nele? No meu amor, quanto de Sabedoria cabe no meu amor? Certamente pouca ou nenhuma, pois quem é que consegue tirar esse meu amor da porta da Loucura e levá-lo à Sabedoria em busca da Verdade?


Meu amor mente porque me ama, diz a Loucura, enquanto a Verdade garante:


- A Mentira só existe se houver um para mentir e outro para ouvir a Mentira, assim como o Amor só existe se houver um para amar e outro para ser amado.


Mentiras ou Verdades ditas aqui, deixo meus pensamentos e fico com o de Voltaire: “A Mentira é um vício quando causa um mal, e é uma grande virtude quando causa o bem".

* Retirado do link http://www.overmundo.com.br/banco/mentiras-e-verdades
 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O dia-a-dia e um saco de balas

Um dia desses, eu ouvi uma comparação muito interessante entre o nosso dia-a-dia e um saco de balas.
Era assim: imagine cada dia como uma bala que vai se desfazendo lentamente na boca.
Do saco de balas podem sair sabores inesperados...
Às vezes doce, às vezes amargo.
Começar o dia é como tirar de um saco de balas o sabor das próximas 24 horas.
É preciso, então, ficar atento na hora de escolher, porque, uma vez dentro da boca, o sabor logo se espalha, trazendo prazer ou desconforto.
A balinha amarga, por exemplo, daquelas que tem gosto de mau humor e tristeza, fica ali, rodando pesada dentro da boca, tornando o dia difícil e arrastado.
Tem gente que gosta da aventura do sabor meio azedinho, meio doce, que combina bem com a surpresa, com o inesperado.
Tem gente que escolhe o sabor picante, que desperta os sentidos pra um dia de agitação.
Na escolha dos românticos e sonhadores, a doçura do mel pode garantir um dia sereno, tranquilo, com gosto de paz.
O chato é que tem pessoas que, por preguiça ou falta de ânimo, vão buscar lá no fundo do saco aquela balinha sem gosto de nada. e aí o dia passa sem nenhuma emoção.
O que eu enxergo nisso tudo é que a vida oferece um saco de balas a cada um de nós como um desafio.
E não tem jeito, o saco vai estar sempre lá, cheio de balas, de todos os sabores.
Então a dica é a seguinte:
Vamos sacudir bem esse saco, futucar, virar do avesso, procurar com cuidado por aquela balinha especial, gostosa, macia...
Aquela a bala da boa mesmo, que pode trazer o melhor gostinho pro nosso dia...


terça-feira, 4 de maio de 2010

O amor que a vida traz

Você gostaria de ter um amor que fosse estável, divertido e fácil. O objeto desse amor nem precisaria ser muito bonito, nem rico. Uma pessoa bacana, que te adorasse e fosse parceira já estaria mais do que bom. Você quer um amor assim. É pedir muito? Ora, você está sendo até modesto.

O problema é que todos imaginam um amor a seu modo, um amor cheio de pré-requisitos. Ao analisar o currículo do candidato, alguns itens de fábrica não podem faltar. O seu amor tem que gostar um pouco de cinema, nem que seja pra assistir em casa, no DVD. E seria bom que gostasse dos seus amigos. E precisa ter um objetivo na vida. Bom humor, sim, bom humor não pode faltar. Não é querer demais, é? Ninguém está pedindo um piloto de Fórmula 1 ou uma capa da Playboy. Basta um amor desses fabricados em série, não pode ser tão impossível.

Aí a vida bate à sua porta e entrega um amor que não tem nada a ver com o que você queria. Será que se enganou de endereço? Não. Está tudo certinho, confira o protocolo. Esse é o amor que lhe cabe. É seu. Se não gostar, pode colocar no lixo, pode passar adiante, faça o que quiser. A entrega está feita, assine aqui, adeus.

E agora está você aí, com esse amor que não estava nos planos. Um amor que não é a sua cara, que não lembra em nada um amor idealizado. E, por isso mesmo, um amor que deixa você em pânico e em êxtase. Tudo diferente do que você um dia supôs, um amor que te perturba e te exige, que não aceita as regras que você estipulou. Um amor que a cada manhã faz você pensar que de hoje não passa, mas a noite chega e esse amor perdura, um amor movido por discussões que você não esperava enfrentar e por beijos para os quais nem imaginava ter tanto fôlego. Um amor errado como aqueles que dizem que devemos aproveitar enquanto não encontramos o certo, e o certo era aquele outro que você havia solicitado, mas a vida, que é péssima em atender pedidos, lhe trouxe esse e conforme-se, saboreie esse presente, esse suspense, esse nonsense, esse amor que você desconfia que não lhe pertence. Aquele amor em formato de coração, amor com licor, amor de caixinha, não apareceu. Olhe pra você vivendo esse amor a granel, esse amor escarcéu, não era bem isso que você desejava, mas é o amor que lhe foi destinado, o amor que começou por telefone, o amor que começou pela internet, que esbarrou em você no elevador, o amor que era pra não vingar e virou compromisso, olha você tendo que explicar o que não se explica, você nunca havia se dado conta de que amor não se pede, não se especifica, não se experimenta em loja – ah, este me serviu direitinho!

Aquele amor corretinho por você tão sonhado vai parar na porta de alguém que despreza amores corretos, repare em como a vida é astuciosa. Assim são as entregas de amor, todas como se viessem num caminhão da sorte, uma promoção de domingo, um prêmio buzinando lá fora, mesmo você nunca tendo apostado. Aquele amor que você encomendou não veio, parabéns! Agradeça e aproveite o que lhe foi entregue por sorteio.

domingo, 25 de abril de 2010

Falei

Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso. Hoje não escondo nada do que sinto e penso e, às vezes, também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento.

Assisti ao filme Mentiras Sinceras com uma pontinha de decepção - os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco - mas, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar alguém de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira.

Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai.

Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe.

Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados.

Tão banal, não?

E no entanto essa banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ela é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.

A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - ampara-se em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.

Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádicos e ávaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "Seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".

Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.

domingo, 18 de abril de 2010

A voz do silêncio

Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.

Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.

Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
"Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!"

É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.

Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.

E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem

terça-feira, 13 de abril de 2010

Maturidade

Maturidade é ter o poder de controlar a raiva e de resolver divergências sem violência nem destruição.
Maturidade é ter paciência, a disposição para abrir mão de um prazer imediato, com vistas a uma vantagem a longo prazo.

Maturidade é ter perseverança, é empenhar-se a fundo num programa, a despeito da oposição e dos contratempos desalentadores.

Maturidade é ter abnegação, é atender às necessidades alheias.

Maturidade é ter capacidade de enfrentar o desagradável e a decepção sem nos tornarmos amargos.

Maturidade é ter humildade. Uma pessoa madura consegue dizer: - "Perdoe-me". E, quando fica provado que estava com a razão, não sente necessidade de se vangloriar: "Eu não disse?".

Maturidade significa credibilidade, integridade e cumprimento da palavra. Os imaturos, encontram pretexto pra tudo. São os retardatários crônicos, os contadores de vantagens que falham no momento das crises. A vida dessas pessoas é um emaranhado de promessas não cumpridas, assuntos inacabados e amizades desfeitos.

Maturidade é ter a capacidade de viver em paz com o que não se pode mudar.

*Retirado do site http://enfimtudodenovo.blogspot.com/2004/10/texto-maturidade.html

domingo, 11 de abril de 2010

Covarde Desamor

Definitivamente, o romantismo está morrendo. Leio que na Alemanha, um dos berços da literatura romântica, os amantes que não se sentem com coragem para terminar um caso de amor, o cessar de um namoro, o findar de uma paixão, já podem contratar os serviços de uma empresa especializada em levar essas duras mensagens para tantos corações desavisados,inocentes.

Muitos que receberam esse tipo de notícia ficaram em estado de choque diante da brutalidade da surpresa intolerável, inconcebível, sobretudo vinda de alguém que esses atraiçoados julgavam ser o definitivo amor de suas vidas.


Só uma mente desatinada ou uma alma insensível não consegue perceber que uma confissão feita olhos nos olhos, dizendo do declínio de um afeto, é a mais corajosa e a mais fiel das confissões dos amantes. A lição que nos fica é que a ousadia desse ato de covardia confirma que já não sopram com o mesmo vigor de antigamente os ventos que embalam os amores de hoje.


Homens e mulheres concebem paixões irresistíveis, desenfreadas, avassaladoras e, dentro delas, deixam-se arrastar pela força do egoísmo pessoal, até que numa noite imensa, sem luares embriagadores, quando surge o fastio sentimental e sem a coragem dos corações audazes, sentimentais, esses arremedos de amantes repassam a lâmina fria do desamor para que outras mãos - diante da simplicidade de um pagamento - cortem o cordão umbilical que os unia a um outro coração.


Talvez por esses gestos insanos de tantos espíritos embrutecidos a falta de romantismo esteja desencorajando a floração do amor em muitos corações solitários, que temem correr o risco de sentir o frio intenso da desventura pouco tempo depois de arderem numa fogueira de paixões.


Infelizmente, parece que o romantismo e o amor estão sofrendo abraçados depois dos maus amantes se embebedarem com o veneno da insensatez e da frieza dos seus sentimentos.


Fico imaginando quem conseguirá curar o que parece impossível: as dores do amor-próprio de alguém ferido pela indiferença, pelas flechas certeiras que mandam mensagens saturadas pelo fel do desprezo. Como alguém poderá resfriar o chão de fogo da humilhação que uma alma apunhalada pela covardia pisará para sempre, após receber a pena máxima do infortúnio e da traição?


Custa acreditar que um coração chocado pelas pedras de um amor leviano consiga superar rapidamente a revolta que irrompe da injustiça sentimental, da leviandade que um amor bandoleiro um dia lhe assaltou, talvez, sob um céu de infinitas estrelas, usando promessas e juras de amor que sabia nunca poder cumprir.


Sabemos que o amor pode cometer enganos, desviar seus rumos e ainda buscar novos portos. Jamais, todavia, poderemos aceitar que seus segredos, suas juras e intimidades sejam sepultadas através de mãos alheias, desconhecidas, portadoras de cartas escritas com letras de fogo, anunciando o fim de um romance, do amor, cerceando com as tempestades da covardia e da falsidade um andar de um coração feliz que caminhava inocente pelas estradas da paixão.

*Retirado do site http://www.overmundo.com.br/banco/covarde-desamor
 

sábado, 10 de abril de 2010

O que há

O que há em mim é sobretudo cansaço - Não disto nem daquilo, Nem sequer de tudo ou de nada: Cansaço assim mesmo, ele mesmo, Cansaço. A sutileza das sensações inúteis, As paixões violentas por coisa nenhuma, Os amores intensos por o suposto em alguém, Essas coisas todas - Essas e o que falta nelas eternamente -; Tudo isso faz um cansaço, Este cansaço, Cansaço. Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada - Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: Porque eu amo infinitamente o finito, Porque eu desejo impossivelmente o possível, Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, Ou até se não puder ser... E o resultado? Para eles a vida vivida ou sonhada, Para eles o sonho sonhado ou vivido, Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto... Para mim só um grande, um profundo, E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, Um supremíssimo cansaço, Íssimno, íssimo, íssimo, Cansaço... 

(Álvaro de Azevedo/Fernando Pessoa)

Retirado do site

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Para que serve uma relação


    Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

    Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

    Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo.

    Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

    Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.

    Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois!!